

Em 1978 nasce na Diocese de Juazeiro – BA um
trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres
marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme
Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias,
que se sensibilizaram à realidade de exclusão a qual viviam as
mulheres.
A priori o trabalho foi desenvolvido em um
pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São
José. Um ano depois as atividades foram se expandindo e foi a
partir daí que surgiu a necessidade da criação de um novo espaço
para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurado em 1979 a Escola
Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo
baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.
Com a chegada do segundo bispo na Diocese, Dom
José Rodrigues, em pleno contexto da construção da Barragem de
Sobradinho, época denominada pelo povo e movimentos sociais como
um período de grande injustiça social, onde inúmeras famílias
foram desalojadas de suas terras de uma forma dramática, chegaram
(em 1981) as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor para assumir
juntamente com as equipes de agentes de pastoral, a coordenação do
trabalho com as mulheres.
O Instituto veio a Juazeiro a convite do bispo
Dom José Rodrigues e, com isso, este trabalho passou a ser
assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais,
passando a ser Pastoral da Mulher.
Com a grande migração humana neste período,
segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres
provindas das várias cidades da região e Estados vivendo em
situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por
toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral
da Mulher segue com o seu trabalho, sendo uma presença de
solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de
prostituição.
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