Nós, as 47 participantes, membros de 29 congregações religiosas, representantes das diferentes conferências nacionais e das redes nacionais, regionais e internacionais existentes contra o tráfico de mulheres e crianças em mais de 30 países, nos reunimos para compartilhar experiências, discutir, refletir e rezar sobre nossa missão contra o tráfico de pessoas.
Denunciamos o Tráfico de pessoas e
declaramos que constitui um crime contra a dignidade humanae
é uma grave violação dos Direitos Humanos.
Como religiosas, em solidaridade com nossas irmãs e irmãos que sofrem as consequências deste mal não podemos ficar calados.
Condenamos fortemente este crime. Dirigimo-nos, sobretudo, aos Governos dos Países de origem, de trânsito e de destino onde as pessoas são comercializadas e convertidas en objetos desta moderna forma de escravidão.
Fazemos apelo aos Governos para que assumam sua responsabilidade não somente criando leis que condenem o tráfico e os traficantes, mas sobretudo aplicá-las em todos os níveis tornando efetiva a defesa e a proteção das vítimas e destinando os recursos necessários para combater este crime. É sua responsabilidade ativar redes nacionais e internacionais capazes de combater eficazmente este mal e eliminar as causas estruturais que geram o tráfico de pessoas.
Convocamos as Conferências Episcopais, Conferências nacionais dos Religiosos e Religiosas as comunidades católicas e não catolicas, a tomar posição e empenhar-se com renovada energia na defesa dos direitos humanos desses irmãos e irmãs nossos e a denunciar toda forma de tráfico.
COMPROMETEMO-NOS a
- trabalhar em rede entre nós e com outros organismos sociais, religiosos e políticos,
- articular forças e iniciativas,
- optimizar recursos para a prevenção, assistência/proteção, sensibilização e denúncia do tráfico de seres humanos
- seguir desenvolvendo programas educativos que sensibilizem as pessoas sobre este fenômeno e denunciem o tráfico de pessoas
Sabemos que só trabalhando em cooperação e solidariedade seremos capazes de enfrentar as causas estruturais que produzem o tráfico.
Esta missão impõe-se como uma exigência místico-profética de nossa vocação cristã que requer uma conversão contínua e uma mudança de mentalidade.
Renovamos este compromisso de promover a dignidade de cada pessoa, tornando vida a Palavra de Jesus de Nazaré: “
Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundancia”
(Jo, 10,10).