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sexta-feira, 16 de março de 2012

O processo de Antonia de Oviedo - Fundadora das Irmãs Oblatas

O processo de Antonia de Oviedo

Nascimento de Antonia
A menina Antonia Maria de Oviedo SchontaI nasceu em 16 de março de 1822, na cidade de Lausanne (Suíça). Em seguida ao nascimento, seu pai, Antonio de Oviedo, dirigiu-se para a Inglaterra em busca de melhores condições de trabalho. Em função disso, ela não teve oportunidade de conhecê-lo, pois este logo adoeceu e veio a falecer.

Antonia tinha 13 anos, quando sua mãe, Suzana Schonthal, foi a Londres para cuidar do esposo doente. Após a morte do pai, mãe e filha retornaram à Suíça, fixando residência em Friburgo, juntamente com duas tias.

A então adolescente Antonia falava 5 idiomas e começava a dar os primeiros passos como escritora e educadora. Diante da delicada situação financeira da família, suas habilidades serviram de base à fundação de um pensionato para moças, iniciando um trabalho de formação juntamente com sua mãe e tias. Problemas econômicos da época fizeram com que a frequência do pensionato caísse e levaram Antonia a fechá-lo, mas sua qualidade como educadora já era conhecida na CorteEspanhola. Com a doença da mãe e a idade avançada das tias, Antonia, agora uma mulher culta, inteligente e preparada, foi em busca de trabalho e tornou-se preceptora das filhas da Rainha Espanhola Maria Cristina de Bourbon, onde permaneceu por 12 anos.

Com o término do seu trabalho junto à família real, em 1862, Antonia fixou residência em Roma (Itália) e retomou o desejo de ser religiosa, e sua busca vocacional.

Soube ver o mundo e olhar para as pessoas de maneira nova. A poesia e a arte sempre lhe pareceram uma expressiva metáfora carregada de transcendência.

Valores da mulher Antonia:

  • Antonia é um tesouro humano e uma grande mulher.
  • Mulher culta do século XIX com cinco idiomas.
  • Mulher artista: pintora, musicista, escritora e poetisa.
  • Mulher forte que vive de esperança e dança pela vida.
  • Antonia anuncia ao mundo que o corpo da mulher é rosto de Deus.
  • Como educadora especializada elege os valores da libertade, a inteligência e entusiasmo por aprender e ensinar com valentia.
  • Mulher de inclusão

A primavera de 1864
Em 1864, Antonia mudou-se para Madrid (Espanha), passando a colaborar com o trabalho de Pe. Serra nas Escolas Dominicais e a participar de exercícios espirituais que fizeram renascer a inclinação para a Vida Religiosa. Foi neste momento da sua caminhada que Antonia recebeu o convite de Pe. Serra para ajudá-lo na missão em prol da mulher prostituída.

Ele sensibilizou Antonia para a necessidade de sua participação ativa e missionária na construção da obra, que ia além do desejo inicial de Antonia em participar do projeto apenas doando seus bens. Ele apelou para sua experiência como educadora e sua paixão pelo viver missionário, convidando-a a assumir um compromisso com a causa da mulher. Em seu diálogo persuasivo, Pe. Serra disse à Antonia: “Deus a quer fundadora, deixe de lado seus temores, você não desejava ser homem para ser missionário? Pois Deus a quer missionária e mestra de missionárias”.

A primavera de 1864 foi a mais importante da vida de Antonia. Foi a primavera da conversão radical a Cristo e aos pobres. Foi difícil para ela. Até esse momento, vivia a experiência de Deus a partir da beleza um tanto desencarnado. Era o Deus santo por sua grandeza: estava no templo, no mosteiro, no amor...

Sua segunda experiência de Deus realizara-se no amor humilhado, no encontro com aqueles que vivem o gozo das bem-aventuranças como filhos no Filho, na proximidade da encarnação. É a mudança radical.

Custou a ela aceitá-lo. O Pe. Serra pede que colabore com ele na criação do primeiro internato. Trata-se de recolher as prostitutas enfermas que abandonam o Hospital São João de Deus e de preparar-lhes um lugar acolhedor onde viver.

Ela se recusa. Não é de admirar. Ela tem medo...

A alternativa que se abre diante dela é muito radical, e ela não se atreve a vivê-la, ao menos por ora... Por isso propõe ao Pe. Serra soluções alternativas mais cômodas: colaborar indiretamente, dar dinheiro, buscar influências; em suma, agir a partir de fora. A partir de dentro não. Melhorar as coisas, sim; mas deixar tudo, cortar as amarras e navegar mar adentro, não.

Ela ainda pensava que o mundo pode ser melhorado. Ela não descobrira que Jesus não chama a fazer um mundo melhor, mas um mundo diferente. Ela não entendia que a igualdade e a dignidade das pessoas marginalizadas não se obtêm diminuindo a exploração e a injustiça, mas criando comunidade, compartilhando tudo, e vivendo a fraternidade.

Ela descobriu tudo isso junto a Maria de Nazaré. Foi na “primavera” de 1864, uma tarde bela e límpida de abril. Depois da recusa ao Pe. Serra, este insistiu em pedir que ela pensasse e rezasse junto a Nossa senhora do Bom Conselho. Ela foi, e descobriu uma luz nova que surgia da fraqueza de Maria. “Aquela que não quer ouvir o conselho de uma mãe não é boa filha! –escutou ela”.

E, como Maria, no mais profundo de sua vida, ela descobriu que a Palavra a chamava, a identificar sua vida com um Cristo que é “contradição” porque se senta à mesa com publicanos e pecadores, anuncia um reino para os pobres, se deixa perfumar, tocar e beijar por uma prostituta, que é capaz de amar muito, escolhendo-a para dela fazer sua primeira testemunha da ressurreição...

Essa nova maneira de ver o mundo foi-lhe ensinada por Maria de Nazaré, a humilde serva do Senhor, a mãe de um julgado e condenado. E, tal como ela, você disse sim. E descobriu, com surpresa, que o Filho de Maria foi o rejeitado, o marginalizado, o crucificado fora da cidade. Agora ela compreende que descobrir o Filho e tornar-se filhos/as é um processo de humanização e de encarnação no fraco, e não nas estrelas...

Foi essa a sua conversão: descobrir, surpreendentemente, que o Deus feito encarnação em Cristo está no Hospital, na prostituta, na rua, no internato e na dor imensa dos que sofrem. Sua grande conversão se realiza quando ela se deixa acompanhar por Maria e, ao seu lado, aprende que o Deus santo, é o Deus dos pobres; revela-se neles, está com eles e se identifica com eles.

A partir de agora, fidelidade significa, para Antonia, ficar repleta de ternura, transmitir amor e esvaziar-se de si mesma para deixar-se preencher pela grandeza intacta da mulher prostituída.

Ela começa a trabalhar na busca do primeiro internato ao lado do Pe. Serra. No dia 1º de junho de 1864, Antonia entra na casa de Ciempozuelos, na Espanha, que doravante se chamará Casa de Acolhida Nossa Senhora do Consolo. É uma casa muito pequena e pobre, mas totalmente aberta à mulher em situação de prostituição.

(Texto extraído do livro Junto ao Poço, Manuel Gomes Rios)

Madre Antonia Maria da Misericórdia

Foi em Ciempozuelos que nasceu a obra social. Como se não bastasse um poço, o nome sugere uma nascente com cem bicas a jorrar água fresca e pura para matar a sede. Deste modo, Ciempozuelos é um símbolo carregado de sentidos. Poço, fundura, manancial, repouso, libertação, água viva, lar, amor, ternura, vidas transformadas.

Porém para que a obra fosse levada a cabo e muitas mulheres pudessem se tornar sujeitos de direitos, a própria Antonia teve que viver um processo de conversão, e teve que percorrer distintos caminhos.

Um caminho físico: Ela não havia ido antes às ruas e becos onde se praticava a prostituição, nem nas salas do Hospital São João de Deus, porém, foi lá para ver e escutar o grito de dor de algumas mulheres.

Um caminho intelectual: Ela que tinha uma cultura refinada, que dominava vários idiomas, se incultura na realidade das mulheres excluídas.

Um caminho do coração: Começou por oferecer seu dinheiro para ajudar às mulheres, porém sem implicar-se pessoalmente. Pouco a pouco, percorre um duro e difícil caminho que a leva a abrir as portas não somente de uma casa mas também do coração. “Já não me pertenço. Sou a escrava dos pobres”.

Um caminho de fé: Através da vida de oração e da vivência foi descobrindo no rosto da mulher, o rosto de Jesus: “Quero que vejam nelas o rosto do Redentor”.

Este itinerário de Antonia nos mostra seu processo e revela que, desde as raízes, a Congregação das Irmãs Oblatas tem identidade feminina, tanto em seus membros como nas cidadãs beneficiárias. Isto pede posicionamento na sociedade e na Igreja, e participação ativa nos processos de libertação feminina.

Frente a essa trajetória reconhecemos que “Nossa congregação tem, desde suas raízes, identidade feminina, tanto em seus membros como nas destinatárias. Desde este reconhecimento a congregação sente a necessidade de uma formação que dinamize nossa realização como mulheres e como religiosas. Uma formação que nos permita também situarmos adequadamente na sociedade e na Igreja participando ativamente nos processos de libertação feminina”.

As  mulheres oblatas  hoje

Partindo deste Carisma , nós oblatas de hoje nos sentimos convidadas a vivê-lo  e recriá-lo constantemente sob o impulso do Espírito, com uma fidelidade criativa.

 Neste contexto, aceitar o risco de ser mulher integrada tornando-se autônoma e viver com sentido, ser Oblata, supõe.

  • Permanecer em busca de discernimento, para participar da dinâmica social ao estilo de Jesus.
  • Estar próxima das pessoas excluídas, sentindo empatia com as mesmas.
  • Comprometer-se na luta pelo reconhecimento do lugar social da mulher, desde uma ótica de relação recíproca: feminino e masculino.
  • Nosso ser mulher atinge todo nosso ser: nosso falar, nosso atuar, nosso viver, nosso perceber e experimentar a realidade, nossas vivências e a maneira de transmiti-las, nosso modo de relacionarmos.

Ser mulher oblata hoje significa:
1. Estar comprometida na luta pelo reconhecimento do lugar social da mulher, desde uma ótica de gênero
2.Ser mulher simples, forte, intuitiva, compassiva, misericordiosa, terna, apaixonada e sábia.
3.Viver seduzida pelo amor do Redentor
4.Ser geradora e portadora de vida.
5.Ser mulher cimentada na fé, que se alimenta na Palavra e na partilha do cotidiano.
6.Ser fecundas e grávidas de esperança capaz de gerar novas relações e novas utopias
7.Deixar-se querer e saber-se querida, acreditar no amor de Deus e vivenciá-lo no cotidiano.
8.Ser corajosa, segura, audaz e ousada. Anunciadora da Boa Nova.
9.Ser discípula, com capacidade de escuta e de interiorização.
10.Ter coragem de abrir caminhos, enfrentar desafios, correr riscos sem medo de errar.
11.Acreditar nas mulheres, vivenciando a troca de experiências, como aprendizagem e crescimento mútuo.

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